WikiLeaks libera novo lote de e-mails roubados de auxiliar de Clinton

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As acusações dos EUA de que o WikiLeaks estão ajudando hackers russos a influenciarem a eleição presidencial do país, que acontece em novembro, não impediram o polêmico site de Julian Assange de soltar mais e-mails que teriam sido roubados de um assistente de Hillary Clinton.

Na segunda-feira, 10/10, o WikiLeaks liberou um novo lote de 2 mil e-mails roubados do diretor da campanha de Clinton, John Podesta, que podem impulsionar uma cobertura negativa sobre a candidata democrata pela imprensa americana.

Esse novo vazamento acontece apenas alguns dias após o site soltar o primeiro lote de e-mails na última sexta-feira, 7/10, mesmo dia em que as agências de inteligência dos EUA culparam publicamente o governo russo por hackearem os e-mails de oficiais e grupos políticos americanos.

Em tese, o governo russo quer influenciar a opinião pública dos EUA ao vazar documentos sensíveis em sites como o WikiLeaks. Especialistas em segurança suspeitam que a invasão tenha acontecido para favorecer o rival de Clinton nas eleições, o candidato republicano Donald Trump.

Apesar do WikiLeaks não ter revelado as suas fontes, o site alega possuir mais de 50 mil e-mails de Podesta. O mais recente vazamento de e-mails traz informações sobre o oponente de Hillary nas primárias democratas, Bernie Sanders, e uma suposta desavença entre um conselheiro e Chelsea Clinton, filha de Hillary, entre outros assuntos.

A campanha de Hillary não confirmou se os e-mails vazados são legítimos. O próprio Podesta publicou no Twitter que não tem tempo para “descobrir quais arquivos são verdadeiros e quais são falsos”.

De qualquer forma, todos esses e-mails vazados estão influenciando a cobertura da imprensa sobre Hillary, sendo que os arquivos mais danosos cobrem trechos de discursos privados que ela deu para empresas financeiras. Os e-mails até foram assunto no segundo debate presidencial no domingo, 9/10, quando Clinton também culpou a Rússia pelo hack. “Acreditem em mim, eles não estão fazendo isso para me eleger.”
 

Fonte texto e imagem: IDG Now! em 11/10/2016

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