Hackers brasileiros usam Telegram para oferecer cartões de crédito roubados

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O cibercrime no Brasil tem crescido e se especializado, aprimorando golpes em plataformas variadas. As redes sociais ainda são grandes favoritas dos hackers brasileiros e, após incidentes que bloquearam o acesso ao WhatsApp, muitos deles buscaram alternativa no Telegram para evitar a vigilância das autoridades. Uma pesquisa recente desvendou grupos na rede social com cinco mil hackers cada, na maioria adolescentes, que compartilhavam dados roubados.

A pesquisa, realizada pela Trend Micro, identificou que os criminosos compartilhavam números de cartão de crédito, credenciais de assinaturas da Netflix e outras informações pessoais roubadas. A empresa destaca que as “mercadorias” estavam disponíveis gratuitamente e que provavelmente eram disponibilizadas por hackers iniciantes com intenções de construir uma reputação ou notoriedade.

Foram registradas ainda atividades de phishing, um dos golpes que fazem maior número de vítimas no Brasil. Por este método, um dos grupos falsificou o perfil de uma loja online para conseguir dados pessoais. Também foram identificados anúncios publicitários de páginas falsas.

A pesquisa identificou ainda que os vendedores de dados e credenciais roubadas estão no ensino médio, com idade provavelmente abaixo dos 20 anos. Não se sabe se trabalham sozinhos ou em grupos, mas a maioria certamente é autodidata, com conhecimentos e habilidades obtidos por meio da adesão e participação em fóruns. Isso pode ser constatado pelo número de tutoriais e guias de hacking/carding compartilhados com os membros do grupo. O ganho monetário rápido e a oportunidade de adquirir habilidades com novas ferramentas, são provavelmente as principais razões pelas quais cada vez mais pessoas se envolvem em atividades cibercriminosas que têm sido difundidas em manuais de treinamento vendidos ou compartilhados clandestinamente na Deep Web.

Com seu sistema de troca de mensagens baseado em nuvem, o Telegram foi muito bem recebido pelos usuários com más intenções.  Além disso, o sistema de criptografia de ponta a ponta favoreceu na escolha pelo aplicativo — proteção que chegou no Whatsapp com um certo atraso. Outras ferramentas, como a possibilidade de ocultar o número também são vistas como facilitadoras para as negociações comerciais ilícitas.

Fonte texto: Canaltech em 01/07/2016

Fonte imagem: Flickr

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